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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Bactéria déspota



Bactéria déspota



Era um fado que corria e vivia,
num dia que a vaga lhe sorria.

Com uma curva corpórea de
uma bactéria necessária.

Uma formosura de mulher de
fascinação insólita.

Com acentuadas formas feita
pelas mãos de Deus.

Uma impetuosa, dissimulada e
vadia.

Mas é linda como uma moldura.
Trabalhada com sublimes adornos.

Com sombrio fitar esverdeado e
com sua pele de louça.

Mas seu feitiço era fatal, devorava
os que por ela passava.

Seios fartos de beleza sobrenatural,
dispensa elogios.

Fria, mas deleitosa quando precisa.











O NOVO POETA. (W.Marques).

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Fada dos meus sonhos





Fada dos meus sonhos


Uma brisa leve soprou em meus ouvidos,
quando eu já que meio adormecido e,
disse:
Fada: Vá ao reio encantado por todos 
tão sonhado através do lindo sonho 
alado.
Mergulhe nas águas mansa de um lago, 
dance com o doce som da floresta, as 
ninfas estão em festa.
Sorria, aproveite e reponha sua energia.
Sonhador: É!!! Vou buscar o anjo que 
deixei no reino encantado e trazer esse 
ser quase divino que me faz sentir menino 
pra ficar do meu lado pra dar muito carinho 
e agrado.
Vou participar dessa festa é o que de bom
que me resta.
Nessa floresta buscarei seu sorriso é o 
que agora preciso.
Fada: Meu sorriso já está em meus lábios 
suave, mas intenso a te esperar, envio o 
brilho dos meus olhos como luz pra te 
guiar.
Na floresta encantada meu carinho está a 
te aguardar, pra te abraçar e te conforta.
Em minhas asas possa você enfim se 
aconchegar e descansar sua alma cansada 
de vagar nessa terra fria dos homens que 
não sabem sonhar.
Sonhador: Com seu sorriso e o aconchego 
de suas asas voaremos juntos rumo ao 
infinito onde o ser divino é mais bonito.
Fada: Infinito é o amor no universo do 
meu ser, tornando-o colorido e bonito o 
mundo onde tenho que viver. 
Permitindo que vá minha alma a outras 
paragens constantemente se refazer.
Um mundo de sonhos, alegrias e fantasias 
noite e dia.
Vive o meu ser somente o que quer viver, 

no universo do meu amor feliz sempre ser, 
basta querer.
Bem vindo ao meu mundo infinito de amor 
divino vem se sentir menino.
Sonhador: Obrigado linda fada dona do 
mundo colorido e bonito. 
Vou ficar sempre do teu lado e viver 
essa fantasia de ser feliz noite e dia.
Onde reina a paz e alegria...







O NOVO POETA. (W.Marques).

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ela pode




Ela pode



Pode falar que não presto.
Pode jogar os seus dados.
Pode dizer que sou resto.
Pode me chamar de safado.

Pode falar que não visto.
Pode me chamar assustado.
Pode dizer que resisto.
Pode-me “lamar” de pecado.

Pode falar que não aborreço.
Pode me chamar de nefasto.
Pode me dizer que eu mereço.
Pode lambuzar já sou o astro.

Pode me atacar com dardo.
Pode falar que eu assisto.
Pode me chamar de arcaico.
Pode falar e dizer, não desisto.










O NOVO POETA. (W.Marques).

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Vi a morte de perto




Vi a morte de perto





De sorte vi de longe a morte.
De perto morto vi os que retos
eram.

E depois me fiz ser assim, tórpido
e torto.

Gosto e tento de mar a rio me fiz
atento.

De errado malhado ou gordo.

De molhado ou seco me fiz sarado
e forte.

Com um vento soprando do norte a
sorte se fez devastadora na sua vez.

Querendo e vendo preso em um
xadrez.

Tentei pegar o rei por pouco não
mudei a lei.

A lei injusta de uma morte na avenida
augusta.

O morto não era eu, era o outro com
sorte.

Sorte de ver a morte e se evapora no ar.

O ar poluído do ido que foi sua estada.

Não subiu degrau pelo mal virou pó, pó
misturado com sal.

O sal da vida, da sua morte e da sua ida.











O NOVO POETA. (W.Marques).

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Dia do índio






Dia do índio



Já tem índio professor.
Índio com negro.
Já tem índio doutor.

Índio sem terra.
Índio votando em índio.

Índio com branco,
índio que faz milagre.
Só falta o índio santo.

Índio fazendeiro.
Só não tem índio importado,
o índio daqui é brasileiro.

Índio que luta.
Índio escuta.
Filho da outra.
Índio que multa.

Índio culto.
Índio matuto.
Índio em festa
Índio de luto.











O NOVO POETA. (W.Marques).

sábado, 16 de abril de 2011

Sorriso do passado






Sorriso do passado



Quero me desfragmentar por inteiro.
Quero me ausentar do eu verdadeiro.

Lembrei-me de quando eu era menino.

Senti-me feliz sem inquietações e me
lembrei do Jeito que minha mãe
gritava pra entrar.

Vem jantar menino tá escurecendo,
anda... Antes de o seu pai chegar.

Eu dizia: “To indo, to iiindo”...
Como era bom!!!

Carrinho de rolimã soltava pipa sem
cerol, brincava de pião, pulava corda,
nadava quase todo dia, a alegria vivia
estampada no meu rosto.

E eu doido pra chegar o natal, escolhia
o presente.

Meus tios vinham nos visitar era uma
folia só, minha mãe com sorriso na
face contente de rever nossos parentes.

Era gostoso!!! Meus primos, as festas, “era
muito bom de viver”, sorria com pureza,
da vida eu só via a beleza.

Estou feliz, mas um pouco preso ao meu
eu lá deixado.

É!!! Acho que meu sorriso cintilou mais
no passado.











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sábado, 9 de abril de 2011

Onde andará?




Onde andará?




Será que meu amor me espera em algum lugar.

Onde vou queimar esse fogo que arde em mim,
o desejo do beijo feito brasa.

Quero asa, quero um ar novo, quero contar pro
povo que sou feliz, quero esquecer cicatriz.

Quero uma mulher de verdade. Não quero atriz.

Onde andará o meu amor?

Onde andará?

Será que tenho uma alma gêmea que me fará
sorrir novamente?

Quero um amor que me faça sentir criança de
novo, menino contente.

Quero esse amor borbulhando e fazendo o
meu coração perder o compasso.

Quero o riso acompanhado de um abraço.

Que pular de alegria ao vê-la chegando e
me abraçando com ternura e emoção sem
medida.

Quero um amor pra me trazer de volta pra
vida.











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quinta-feira, 7 de abril de 2011

A Rosa que eu não mereci





















A Rosa que eu 
não mereci



Morre a sombra da escuridão.
Morre o desejo de uma louca ação.

Morre com meu ódio sangrando.

Vai o amor que durante a vida foi
derramado.

Morre a rosa branca de neve e vai
com ela o meu sonho como uma
brisa leve.

Vai parti e parte também o meu
coração.

Mata a vida sua que é minha e vai
também minha ilusão.

Fúnebre é sua ida e triste também
foi sua vida.

Sonhou com irreal invejou os que
faziam mau.

Vai, vai com Deus ou diabo voa
como um anjo ou com chifre do
diabo.

Queria ter sido acalentado queria
eu ter com seu amor me embriagado.

Mas foi diferente nossos corpos e
nossas mentes andaram em caminhos
contrários.

Você foi a obra e eu operário.

Mas fui feliz de ter te encontrado.

Fico feliz de ser seu ardil e estar ao
teu lado.






 




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Bela Estela





Bela Estela


 

Por coincidência se chamava Estela,
muito linda e maravilhosa, estonteante
era ela.

Todo dia quando eu ia pra escola eu
à via debruçada na janela, minha linda
minha bela.

Seu andar exuberante de roupa amarela,
meus olhos fixos não saiam dela.

Meu verso às vezes mela por um ser,
que por saber que é quieta e singela.

Me faz ter tinta e tela pra pintar amar
e me fartar de amor da linda fera.

Um gostoso aprisionar nas grades de
sua cela.

Rezarei em agradecimento e acenderei
uma vela.

Estela mulher bela de lindas curvas
e alinhadas costelas.

Não é gorda a moça e sim uma linda
e gostosa magrela.

Menina recatada fala pouco não é
uma tagarela.

Ignora os outros meninos só pra mim
que dá trela.

Vou ficar quieto, pois minha alma
ainda gela.

Por Estela, bela singela, linda e magrela,
essa é ela.




 





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terça-feira, 5 de abril de 2011

Diamante passageiro




Diamante passageiro




Pulsa dentro de mim qualquer coisa feia
e esquisita.

Fico atento e assim quieto... Feito parasita.

Insulta meu lamento tim tim por tim tim.

Mas ninguém acredita no fim do amor da
Rita.

Mas a flor murcha foi de uma bela vista,
cheirosa e imponente.

Que atraía olhares de muita gente.

Mas a dor ofusca o que foi artista, um ser
teimoso quente.

Depois se esfria no horror do olhar de
serpente.

A beleza foi e sempre será um diamante
passageiro.

Que arranca o amor e destila ódio quando
vira moeda de troca por dinheiro.

A frieza é sedução no mar inconstante e por
derradeiro.

Uma porta sem tranca por pôr na fila os
imbecis e os apaixonados em desespero.

Rita não existiu eu vi várias vezes nos meus
pesadelos.

Será ela talvez alguém que vive e que não
vejo ou a muito tempo não beijo.

Rita é meu medo nem sei se Rita guarda
segredo.

 










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sábado, 2 de abril de 2011

A gata gótica




A gata gótica




Toda de negro, cabelos prolixos, de botas
e de salto cheia de mistério.

Semblante irônico e sex na entrada do
tenebroso cemitério.

Só com um vulto etéreo de luz póstuma          
similar ao vitupério.

Olhar arroxeado penetrante a gata me
arrastava com cheiro de morte e brilho
de diamante.

Por noite adentro eu fiquei estático.

Contemplando seu corpo santo em saúde
mística delirante.

Eu um morto distante, antes do clarão do
dia eu morreria de prazer no mármore
gelado dos já seduzidos de antes.

Feito presa imantada arrastado em seus
braços, fiquei como um morto santificado
pelas garras da gata gótica.

Acordamos no outro lado envenados como
se fosse uma suplica cianótica.










O NOVO POETA. (W.Marques).