Total de visualizações de página

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cão adotivo



Cão adotivo



Meu cachorro não tem muita valentia.
É medroso, esboça mais a covardia.
Chegou mole e doente, nem o rabinho
abanava pra “gente”.

Meu cachorro não é burro, é um tanto
até inteligente.
Finge de morto, de olhar meigo, mas não
fica na frente.

Ele é mesmo um vira lata, mas com estilo
próprio e requintado.
Não come comida, gosta de ração boa e
 bife temperado.

Acho que está mal acostumado, esconde
na casinha quando o frio aumenta.
Um pouco safado, mas um cachorro bom
e abençoado!!!

Percebe meus dias tristes, fica do meu lado,
parece entender e querer me abraçar
com olhar desejado.

Assiste televisão, um cachorro igual gente.
Marronzinho com tons sobre tons, é
bonitinho por fora e lindo de coração.

Ele precisa de mim, mas ele não sabe o bem
que me faz e que foi Deus que me deu ele de
presente.










O NOVO POETA. (W.Marques).

terça-feira, 15 de maio de 2012

Cru



Cru



A fé não pode morrer, sou boi que
vai na frente.
Esperei que vieste ver, sou o aborto
da semente.

Vou ter que dizer que não sairei do
si, quero ter.
Já briguei por pouco pão, vou sair
do posso ser.

Quero comer o todo cru, estou com
saudade de Maria.
Era a mão do norte e do sul, saudade
esquenta e esfria.

Mas o tempo tá passando, não me
apaixono pelo ar morto.
Fiquei muito tempo voando, quero-te
sentir, te cativar no horto.












O NOVO POETA. (W.Marques).

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Vendaval



Vendaval


Esses dias de ventos fortes.
Esses dias de sul e de norte.

Conto as horas, conto as notas,
conto com a ponte, conto com
a sorte.

Mas minha sorte está azarada,
sem flores brancas, sem frutos
de grande porte.

Sabe esses dias de espera sem
Visita?
Sem alguém que te espera como
Visita?

Mas amanhã está sujeito a
trovoadas.
Sem mulher, sem cerveja
gelada.

Mas se estiver amanhã sabor
de passado mal passado eu
não vou ficar acordado.

Vou esperar outra verdade,
volto depois da tempestade.












http://poetadefranca.blogspot.com/
O NOVO POETA. (W.Marques).

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cingindo a morte



Cingindo a morte



Veio em meu sonho, sedosa, afetuosa
feito ave plainando.

Contemplei fixamente o seu corpo
sinuoso e perigoso.

Com o terço nas costas, curvas a mostra,
anjo sexual e divino.

O vento gelado avivava a noite escura,
era temor e brandura.

Beijei sua boca horas a fio, corpo quente
corpo frio, trem e trilho.

Seu ar era gélido, lhe dei rosas vermelhas,
cheiraste demoradamente.

Você me deu a mão, andamos pelo jardim
um casal de corpo e alma.

Meu medo era forte, mas o fascínio era
a arma de morte fatal.

Abraçamo-nos novamente senti um
frêmito diferente.

Era eu cingindo a morte sedutora,
ela era a autora.

Perdi-me, me fundi a ela sem abranger,
despertei-me vivo querendo morrer.









http://poetadefranca.blogspot.com/
O NOVO POETA. (W.Marques).

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Polos



Polos



Eu vi um urso polar.
Minha mulher é bipolar.

No meu lar não há polos.
Eu sou hetero e não bi.

O meu ar não é poluído.
Sou homogêneo e não gênio.

Mas meus dias estão indo.
O meu mau gênio é chato.

Os meus atos no meu lar
tri, bi e po é de artista.

Ando na corda bamba,
danço rock, danço samba.

Pra viver é melhor não saber
quem és tu ou com quem vai
conviver.

Se não der certo o certo é
deixar de ser.












http://poetadefranca.blogspot.com/
O NOVO POETA. (W.Marques).

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ferida sagrada



Ferida sagrada




Sobe um espectro no espaço sem zelo.
Reza dentro dos meus pesadelos com
uma ferida sobre natural, eu me enrolo
num deleite astral.

Lambi-te no passado e ainda almejo e                                                               
evaporo.
Minha guerra de ilusões nesse mundo
eu ignoro.

Um funeral de corpos que se deitam e
depois se levantam.
Uma desgraça sem graça que vem do
diabo que agiganta.

Com minha vida morta com meu quase
destino, é certo com minha fé ida eu me
mato  morto duas vezes no deserto.

O mal e cruel trucida numa moagem
que tem amor e cheiro de um manto
sagrado com certa sacanagem.

O diabo fica com o caldo e diz por que
veio no meu peito e no teu seio.













http://poetadefranca.blogspot.com/
O NOVO POETA. (W.Marques).

sábado, 24 de março de 2012



Fantasmas


Esses fantasmas que moram em mim.
Tenho medo de me entregar ao amor.
Tenho medo de repetir a mesma dor.
Esses fantasmas que tossem com asma.

Que plasma sem licença ou permissão.
Esses algozes sem bondade e sem vozes.
O amor que bule e é belo que me pode
passar um chinelo.

A dor do amor dura mais o mel do amor
dado.
Se dura muito e vem acompanhado de
paz e carinho é um insulto ao diabo.

Se dura pouco e deixa os espinhos, sofre
sem colo o pobre coitadinho.
Esse fantasma me assombra quando
vejo e sinto um novo amor.

Se me despreza eu me recolho, se me
chama eu viro molho.
Vou me preparar para o vestibular da de
uma nova vida.

Quero um lar de mão dada, quero levar
alguém no colo, quero exorcizar o medo
de amar o novo, vou dizer: solidão segue
outro medroso.

Construirei casa de flores eternas com
cheiro de luz e afeto, quero ela ao  lado
sempre por perto.













http://poetadefranca.blogspot.com/
O NOVO POETA. (W.Marques).