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sábado, 2 de abril de 2011

A gata gótica




A gata gótica




Toda de negro, cabelos prolixos, de botas
e de salto cheia de mistério.

Semblante irônico e sex na entrada do
tenebroso cemitério.

Só com um vulto etéreo de luz póstuma          
similar ao vitupério.

Olhar arroxeado penetrante a gata me
arrastava com cheiro de morte e brilho
de diamante.

Por noite adentro eu fiquei estático.

Contemplando seu corpo santo em saúde
mística delirante.

Eu um morto distante, antes do clarão do
dia eu morreria de prazer no mármore
gelado dos já seduzidos de antes.

Feito presa imantada arrastado em seus
braços, fiquei como um morto santificado
pelas garras da gata gótica.

Acordamos no outro lado envenados como
se fosse uma suplica cianótica.










O NOVO POETA. (W.Marques).

2 comentários:

Minusca disse...

Lindo poema, talvez as palavras tristes, mas logo um pouco ".
Eu também gosto da foto

Drisph disse...

hummmmm, esta inspirado hoje, rsss, acho que está apaixonado, rssss, eu tbm, rsss, confesso, beijos e um bom dia.