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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Morte e vida


Morte e vida



Pra onde vão os que vão e não voltam.
O tempo nos põe em esquecimento.
Esquece-se da gente com a nova semente.
Essas flores do jardim não são as mesmas
do ano passado, são flores novas morrendo
no buquê bem montado.
Enquanto elas morrem dão vida a você em
alegrias expressivas, a morte do boi e das
flores te faz forte e feliz, mata sua fome e
sua vaidade, esconde as verdades.
Somos felizes morrendo e matando dia a
dia, somos luz negra sem saber, somos e
não somos.
Desde criança a menino e menino a velho.
Velho passado e novidade chegando pra
envelhecer logo adiante.
Somos hoje o que já fomos antes.









O NOVO POETA. (W.Marques).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Umbral


Umbral



Lugar estranho os de lá pareciam sem corpos
sem sua plenitude, braços esticados pegando
no meu pé, quando eu andava nas cabeças dos
corpos eu pisava.

Tentaram de tudo quanto é jeito me segurar.
No umbral eles vivos e mortos destroçados me
puxava sem mar, mas eu era mais forte sai do
lugar meio sem ar.

Olhos esbugalhados dos submissos atiravam
energias negativas mortas e vivas, nesse dia
visitei as casas dos despedaçados seres vivos
mortos e sem sentido.

O lodo e as gotas de tribulações ficaram com
os espectros perdidos em suas mortes vividas
no umbral, não passei tão mal voltei animado
ainda mais fortificado.









O NOVO POETA. (W.Marques).

domingo, 8 de janeiro de 2017

Beiços de homens


Beiços de homens




Existem carcarás de lamas com belos beiços de homens
com fuligens que escrevem nos impulsos, versos finitos
com rosas caídas no calcanhar das danças que somem
que chicoteiam os modos cheios de inspirações que fito.

Invadiram os comboios e os centenários que os retinem
denso nas trilhas, cavalgadas expressões  que as originas.
Elegem nas ocasiões árvore de animais, não se “animem”
eles põem as trevas dos ataúdes que arrancam nas minas.

Minha narrativa está no orbe e nas centúrias que convivo
com o firmamento no crepúsculo nas estrelas de tributos.
Silenciou e vê tudo, a recíproca, o tumultuo em que vivo.
Agravo pegando o inculto do diário na canoa do astuto.

Este é o caso que se diz um telegrama, mais um relâmpago.
Não tenho correria pra acordar, há prata na via láctea da noite.
Na cama estou com cota de dano, estamos quites com mago.
O sono se esvai no quarto... não tenho pressa com o acoite.









 O NOVO POETA. (W.Marques).

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Oscilação


Oscilação



É!!! O escuro de minha alma não está muito claro
e o meu corpo pede êxtase pleno.

É!!! O muro não é seguro, falta arrimo forte pra não
cair quando eu me oscilo.

Fujo de quem amo e amo quem foge de mim padeço
sem querer e não quero padecer.

Corro sem aferir, aferindo o risco fico meio arisco.

Sujo e tenho enganos e o noviço fica assim sem logro
e sem ser o amem do meu ser.

Ponho louro no jantar e o sabor fica mais forte e
sirvo o molho misto.

Visto a veste séria que o mundo me propõe e me
aconselha.

Insisto nisso porque o próximo segundo do meu
filho se assemelha.

Fico só, fico quieto sem saber se sempre o meu
errado era certo.

Pra uns fico nu descoberto e pra outros vou indo
meio experto.

Vou indo, vou indo... Com furor e com felicidade de
estar vivo.















O NOVO POETA. (W.Marques).

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Vampiresca

Vampiresca


Havia uma rubrosidade por todo corpo dela
Um ar Irregular com fleches de luz ao fundo
Deleite dos cruéis, aos gritos fechou a janela
Estranho, a vespa era grande doutro mundo.

Piso negro pelo corpo quente nas entranhas
Autopista entupindo o sangue nesse calvário.
Ofuscada alma no inferno, nova viúva aranha
A noite toda correu feito um palhaço operário.

Traguei tudo que tinha ali sem tirar a viscose
Fitei vultoso inseto com uma bolsa de morte
Ali manava falsos médicos dizendo i!!! Virose
Morri varias vezes e ressuscitei na pura sorte.

Festim novamente viajei, gostosa degustação
Estação da juventude cristaliza na pele fresca
Meio espantado despertei, estranha sensação
O medo e a oração espantaram a vampiresca.









O NOVO POETA. (W.Marques).

domingo, 31 de julho de 2016

Talvez um anjo


Talvez um anjo





Tens vindo buscar sorrateiramente os entes
vem adoece sem que se apresse os leva
pro céu ou pra trevas.

O ambiente fica vazio, não provoca mais em
mim arrepio como antigamente, já chorei
demais compulsivamente.

Não me acostumei com sua presença é
que as vezes você é necessária pra aliviar
a dor dos cruéis tormentos.

Embora não a compreenda os porquês
que os levas os fora de hora ou os que
mal vieram e foram embora...

Não deve ser negra e nem branca nem
do mau ou santa, es somente a oficial
da sorte  a excelentíssima morte.













O NOVO POETA. (W.Marques).

sábado, 25 de junho de 2016

Carretéis flexíveis



Carretéis flexíveis




Minhas marchas deixam chegadas obvias e originais.
Minhas trilhas tem carretéis flexíveis e intenso.
É incoerente a alegria que submerge em risos anormais.
Deveria ser macia a pantera bela que hoje dispenso.

Mas a besta partiu minha vértebra em brotos no inverno.
O diamante da época foi medido no metal dourado.
Meu hálito é de víbora de séculos passados no inferno
que vem pelo vento batido aos meus nobres amados.

Vira e volta a agonia com som de trombeta se recria.
Trombeta soa com ocasiões modernas liberta e triste.
Nos tempos danosos junta-se as partes que ainda arrepia.
Foi a inocência por água abaixo junto com os alpistes.

A extinção do cordeiro e de crianças pura ainda acontece.
São maquiagem de existência sutil com ondas picantes.
São os chupins do umbral com gargantas de outras espécies.
Mas tem uma luz ofuscante com olhos de sangue e inebriante.














O NOVO POETA. (W.Marques).