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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cingindo a morte



Cingindo a morte



Veio em meu sonho, sedosa, afetuosa
feito ave plainando.

Contemplei fixamente o seu corpo
sinuoso e perigoso.

Com o terço nas costas, curvas a mostra,
anjo sexual e divino.

O vento gelado avivava a noite escura,
era temor e brandura.

Beijei sua boca horas a fio, corpo quente
corpo frio, trem e trilho.

Seu ar era gélido, lhe dei rosas vermelhas,
cheiraste demoradamente.

Você me deu a mão, andamos pelo jardim
um casal de corpo e alma.

Meu medo era forte, mas o fascínio era
a arma de morte fatal.

Abraçamo-nos novamente senti um
frêmito diferente.

Era eu cingindo a morte sedutora,
ela era a autora.

Perdi-me, me fundi a ela sem abranger,
despertei-me vivo querendo morrer.









http://poetadefranca.blogspot.com/
O NOVO POETA. (W.Marques).

Um comentário:

Batista disse...

Caro amigo Marques, primeiro é um prazer já sermos parceiros de blog,
Ola só, não é todo dia, que sonhamos com um anjo sensual desse. Sem duvida, seria capaz de me induzir a qualquer lugar, quem sabe...
Parabéns pelo post.

Abraço.